Catadores de papelão

Catadores de papelão

Antes de mais nada, a primeira informação relevante à qual precisamos evidenciar é: “Não existe reciclagem no Brasil sem o trabalho dos catadores de papelão! ”. E isso não é uma suposição, mas sim, um fato.

À primeira vista, temos plantado em nosso território, um vasto preconceito. Seja ele relacionado aos próprios, os quais são, em nosso ponto de vista; agentes de intermediação de processo. Possivelmente, mais importantes do que os próprios responsáveis oficiais pelo remanejo dos descartes.

Dados:

Por outro lado, ressaltamos aqui a força do trabalho realizado. Eles recolhem 43,5% do volume total de recicláveis dentro dos sistemas de coleta seletiva municipal. Ao mesmo tempo que, em cidades de até 100 mil habitantes, os catadores são responsáveis por uma fatia ainda maior: 60,1% de acordo com o mesmo estudo.

Sob o mesmo ponto de vista, identificamos que, o Brasil recicla apenas 13% do total de resíduos sólidos que produz. Dessa forma, é notável que, cerca de 85% dos brasileiros não tem acesso à coleta seletiva. Definitivamente, a cada dado absorvido, é crescente a importância dos catadores e catadoras de papelão.

Empaticamente, o grupo denominado como coletores; vive e realiza suas atividades, no mais alto grau de insalubridade. Submetidos ao calor, à umidade, aos ruídos, aos riscos de sobrecarga, assim como as contaminações.

Do mesmo modo, além de toda desvantagem e periculosidade, a falta de valorização permeia todo o contexto profissional e pessoal dos mesmos.

Em suma, explorando a importância dos simples carrinhos de papelão vistos pelas ruas, empurrados por importantes cidadãos, preocupados não só com a sobrevivência, mas com o meio ambiente; concluímos que, para que nosso planeta sobreviva, precisamos reciclar não só os resíduos materiais produzidos diariamente em nossa casa, espaço e empresa; mas sim, o afeto para com àqueles que consideramos minorias, sendo que na verdade, indubitavelmente a minoria somos nós.

 

Imagem: Instagram @mundano_sp

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